quarta-feira, 11 de julho de 2012

Provérbios do mês - julho

     
  •       A jeira de maio vale os bois e o carro, e a de julho vale os bois e o jugo.
  • Deus ajudando, vai em julho mercando.
  • Em julho abafadiço fica a abelha no cortiço.
  • Em julho ceifo o trigo e o debulho, e em o vento soprando o vou limpando.
  • Em julho nunca a água no rio fez barulho.
  • Em julho reina o gorgulho.
  • Em julho tudo farás, só o teu verde não ceifarás.
  • Julho ceifa-se o trigo e a debulha.
  • Julho é o mês das colheitas, Agosto o mês das festas.
  • Julho quente traz o Diabo no ventre.
  • Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.
  • Julho, o verde e o maduro.
  • Por todo o mês de julho, o celeiro atulho.
  • Quem em julho ara a fio, ouro cria.
  • Quem trabalha em julho, para si trabalha.

Metas de Aprendizagem (proposta) 1º, 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico


De acordo com o Ministério da Educação o projecto Metas de Aprendizagem insere-se na Estratégia Global de Desenvolvimento do Currículo Nacional que visa assegurar uma educação de qualidade e melhores resultados escolares nos diferentes níveis educativos.
Considerando o exposto e atendendo às inumeras alterações curriculares registadas, ainda que se trate de uma proposta, considero curial dar a conhecer as mesmas, pelo que recomendo uma leitura atenta das metas apresentadas .

Apresentação das Metas de Aprendizagem/Organização e Estrutura

Metas de Aprendizagem Matemática

Metas de Aprendizagem Português

Autores do programa da matemática temem que os alunos do 4º ano sejam prejudicados no próximo ano

Como esta é uma questão que também me preocupa não posso deixar de fazer aqui eco de uma noticia do "O Publico" sobre as Metas de Aprendizagem que estão em discussão pública.

"Os autores do programa de Matemática para o ensino básico, actualmente em vigor, estão contra as metas curriculares e temem que estas tenham "consequências negativas para a aprendizagem dos alunos". Para Filipe Oliveira, um dos autores das metas, estas servem para "estruturar um programa vago e pouco rigoroso".
As metas pretendem alterar o que os professores "têm vindo a procurar concretizar na sua prática de ensino, no quadro do programa de Matemática em vigor", dizem os autores, lembrando que o ministro Nuno Crato tem afirmado publicamente que a intenção é a de manter o programa. Contudo, as metas "propõem um novo programa muito distinto do programa actual tanto na sua estrutura lógica global como em aspectos importantes dos conteúdos matemáticos", reflectem no comunicado enviado ao PÚBLICO.


Os autores criticam o "carácter muito espartilhado e fragmentado" das propostas, reduzindo a margem de autonomia dos professores e prejudicando a "aprendizagem matemática integrada e articulada". Lamentam a introdução de conceitos "totalmente desadequados" aos anos e a "exclusão indevida" de conceitos que constam no actual programa, bem como a introdução de conteúdos que não estão previstos no programa.


"É natural que apareçam estas críticas quando se elaboram metas curriculares que pretendem estruturar um programa vago e pouco rigoroso (na realidade, o programa é mais uma recolha de indicações e ideologias metodológicas antiquadas)", considera Filipe Oliveira, um dos autores das metas, professor do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.


A linguagem utilizada nas metas é "desapropriada" e "alheia à natureza e características da matemática escolar". As metas não promovem a compreensão, o cálculo mental, o raciocínio e a comunicação matemática, acusam os autores.


Para Filipe Oliveira, "introduzir mais coerência e exigência no ensino leva naturalmente a este tipo de reações por parte de quem defende há anos um ensino desestruturado, pouco conexo e pouco exigente". O professor defende ainda que as metas devem utilizar "o vocabulário próprio da Matemática, que qualquer professor, pela sua formação, compreende". "Até esse vocabulário é aparentemente recusado pelos autores do programa, numa atitude que claramente coloca em causa a capacidade dos docentes. Nós acreditamos no empenho e competência dos professores, que, com o fim do dirigismo pedagógico ditado pelos autores do programa poderão finalmente trabalhar com mais eficácia e serenidade", conclui.


A carta dos autores do programa do ensino básico está assinada por João Pedro da Ponte, professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (IE/UL); Lurdes Serrazina, professora da Escola Superior de Educação do politécnico de Lisboa; Henrique Manuel Guimarães, do IE/UL; Ana Breda, da Universidade de Aveiro; Fátima Guimarães, professora do 2.º ciclo; Hélia Sousa, professora do 1.º ciclo; Luís Menezes, professor do politécnico de Viseu; Maria Eugénia Graça Martins, da Faculdade de Ciências da UL; e Paulo Oliveira, professor do 3.º ciclo.


As metas curriculares vão estar a discussão pública até dia 23 de Julho. De recordar que os autores das metas agora apresentadas não ouviram os autores das metas e dos programas aprovados durante os governos socialistas.


João Pedro da Ponte contrapõe: "onde existe dirigismo pedagógico é nas metas, pelo seu carácter extremamente detalhado e prescritivo, que indica em cada ano a abordagem a fazer a cada tópico, por vezes por caminhos que a prática tem mostrado serem pouco produtivos". O uso da linguagem da matemática universitária em documentos de orientação do ensino básico, "que desde há muitas décadas assumem uma linguagem própria, mais adequada aos seus objectivos", também é criticada. "Em lugar de 'esclarecedoras', estas metas são geradoras de confusão."

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Calendário Escolar 2012/2013. Escolas com 4º ano prolongam atividades letivas



O Ministério da Educação já divulgou o Calendário Escolar para 2012/2013. Existem poucas alterações em relação ao ano letivo 2011/2012. 
A grande mudança ocorre apenas no 4º ano de escolaridade, onde as escolas podem prolongar as atividades letivas até ao dia 5 de julho para que os alunos com dificuldades possam usufruir  de acompanhamento extraordinário. 
Para que tal seja possível as escolas do 1º CEB devem tomar as medidas organizativas adequadas. Essas medidas organizativas podem passar pela criação de uma escala de serviço que envolva uma bolsa de docentes que prestem acompanhamento até ao dia 5 de julho aos alunos com dificuldades de aprendizagem. 

Para mais informações:

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Força Portugal




Antevê-se um grande jogo entre as seleções peninsulares.
Que ganhe o melhor! 
 Portugal é o Melhor !
Pensamento Positivo...
Força   PORTUGAL

terça-feira, 26 de junho de 2012

Animal do Mês - Lobo Ibérico

                     Desenho do Canis lupus signatus
O lobo ibérico ( cientificamente conhecido por Canis lupus signatus) é uma subespécie do lobo cinzento que existe na Península Ibérica. Apesar de outrora ser muito abundante, sua população actual deve rondar os 2000 indivíduos, dos quais cerca de 300 habitam a região norte de Portugal.  


CARACTERÍSTICAS :

O Lobo Ibérico é um  pouco menor e mais esguio que as outras subespécies do lobo-cinzento. Os lobos-ibéricos machos medem entre 130 a 180 cm de comprimento, enquanto as fêmeas medem de 130 a 160 cm. A altura ao garrote pode chegar aos 70 cm. Os machos adultos pesam geralmente entre 30 a 40 kg e as fêmeas entre 20 a 35 kg.

A cabeça é grande e maciça, com orelhas triangulares relativamente pequenas e olhos oblíquos de cor amarelada. O focinho tem uma área clara, de cor branco-sujo, ao redor da boca. A pelagem é de coloração heterogênea, que vai do castanho amarelado ao acinzentado mesclado ao negro, particularmente sobre o dorso. Na parte anterior das patas dianteiras possuem uma característica faixa longitudinal negra.


 REPRODUÇÃO

A época do acasalamento abrange o final do inverno e princípio da primavera (Fevereiro a Março). Após um período de gestação de 2 meses nascem entre 3 e 8 crias (lobachos), cegas e indefesas. As crias e a mãe permanecem numa área de criação e são alimentadas com comida trazida pelo resto da alcateia.
Por volta de outubro as crias abandonam a área de criação e passam a acompanhar a alcateia nas suas deslocações. Os jovens lobos alcançam a maturidade sexual aos 2 anos de idade. Aos 10 anos já são considerados velhos, mas em cativeiro chegam a viver 17 anos.


Evolução do aspeto das crias

Cria de lobo


ALIMENTAÇÃO

Sua alimentação é muito variada, dependendo da existência ou não de presas selvagens e de vários tipos de pastoreio em cada região. A vida em alcateia permite ao lobo caçar animais bastante maiores que ele próprio.
As suas principais presas são o javali, o corço e o veado, e as presas domésticas mais comuns são a ovelha, a cabra, a galinha, o cavalo e a vaca. Ocasionalmente também mata e come cães e aproveita cadáveres que encontra, isto é, sempre que pode é necrófago.

 COMPORTAMENTO

O lobo ibérico vive em alcateia de forte organização hierárquica. O número de animais numa alcateia varia entre os 3 a 10 indivíduos e está composta por um casal reprodutor (casal alfa), um ou mais indivíduos adultos ou subadultos e as crias do ano. A alcateia caça e defende o território em grupo.
Os indivíduos de uma alcateia percorrem uma área vital que varia em tamanho de acordo com as características da região. Em Portugal, as áreas vitais são relativamente pequenas, entre 100 e 300 km2. Buscando presas, os lobos podem percorrer entre 20 a 40 km diários dentro do seu território. Essas deslocações ocorrem geralmente à noite.

 DISTRIBUIÇÃO

Ainda no século XIX o lobo se distribuía por quase todo o território da Península Ibérica. Ao longo do século XX, a caça e a redução do habitat natural causaram sua extinção na maior parte desse território. Actualmente o lobo-ibérico está praticamente restrito ao quadrante noroeste da península.

Evolução da distribuição na Península Ibérica

Em Portugal a área de distribuição do lobo abrange cerca de 18.000 km2 no norte do país. Considera-se que existem duas populações separadas pelo Rio Douro:
  • Uma população próspera ao norte do Douro, em uma área montanhosa que ocupa os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança e pequena parte do distrito do Porto. Essa população abrange cerca de 50 alcatéias e é contínua com a grande população do lado espanhol da fronteira. Áreas protegidas portuguesas importantes para a preservação do lobo ao norte do Douro são o Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Parque Natural do Alvão, o Parque Natural de Montesinho e o Parque Natural do Douro Internacional.
  • Uma população em declínio ao sul do Douro, distribuída em parte dos distritos de Viseu, Guarda e, talvez, Aveiro e Castelo Branco. Essa população abrange apenas 10 alcateias e encontra-se isolada em relação à população do norte do Douro. Seu futuro é incerto, considerando-se que pode extinguir-se no curto ou médio prazo.

Evolução da Distribuição em Portugal

CONSERVAÇÃO

Como em toda a Europa, o lobo é temido pelas pessoas na Península Ibérica desde tempos remotos. A alegada ferocidade do lobo e o roubo de animais de criação levaram à caça sistemática destes canídeos, que tiveram sua área de distribuição geográfica muito reduzida. 
Apesar de a caça ser hoje proibida, o lobo ainda é ameaçado pela destruição da vegetação nativa e a construção de grandes infra-estruturas, como auto-estradas, que fragmentam os habitats. A diminuição do número de presas naturais do lobo, como o javali, o corço e o veado, levam os lobos a atacar animais domésticos e a entrar em conflito com as populações rurais.
Em Portugal o lobo-ibérico é classificado como espécie "em perigo" (EN), enquanto que em Espanha é classificado como "vulnerável" (VU). A população de Lobos Ibéricos tem vindo a aumentar devido aos esforços de conservação tanto em Portugal como em Espanha. 
São exemplo destes esforços em Portugal :


O CRLI, onde 12 lobos são tratados em cativeiro ao ar livre, podendo ser visitados por qualquer pessoa.



ACHLI – Associação de Conservação do Habitat do Lobo Ibérico é uma associação, sem fins lucrativos, criada a 9 de Março de 2006 por um grupo de empresas relacionadas com a implementação de projectos eólicos (Eólica da Cabreira, S.A., Eólica da Arada – Empreendimentos Eólicos da Serra da Arada, S.A. e Eólica de Montemuro, S.A., nas Serras da Freita, Arada e Montemuro) que pretende contribuir para a preservação das áreas sensíveis e da paisagem natural e, em especial, para a conservação do habitat do Lobo Ibérico daquela região.

O GRUPO LOBO, associação não governamental*, independente e sem fins lucrativos, foi fundado em 1985 para trabalhar a favor da conservação do lobo e do seu ecossistema em Portugal. Conta com um vasto número de associados e colaboradores, nacionais e estrangeiros.

Veranda - Associação para a Conservação e divulgação do património de Montanha e os projetos que tem desenvolvido, logados principalmente à proteção do lobo ibérico.




Video




Links úteis :
http://lobo.fc.ul.pt/
http://www.loboiberico.org/
http://www.campoaberto.pt/2010/09/29/pedro-alarcao-%E2%80%93-veranda-e-o-lobo-iberico/